A realidade nas indústrias

JS

Prejuízos causados pela ineficiência das instalações

Em muitas indústrias os compressores consomem mais eletricidade que qualquer outro tipo de equipamento.

Os desperdícios e as ineficiências no Sistema de Ar Comprimido podem representar custos muito elevados. A maioria das indústrias utiliza ar comprimido em sua produção. Um fenômeno permanente e histórico são as instalações e a redes de ar com um alto nível de ineficiência. Economizar energia por melhorias no Sistema de Ar Comprimido podem resultar em economia de 20 a 40% do consumo de energia elétrica.

Tripe de revisão de desperdício
O Gerenciamento do Sistema de Ar Comprimido adequado pode:

• Diminuir em até 40% o consumo de energia elétrica
• Reduzir o número de compressores em serviço
• Evitar Manutenção não programada
• Diminuir o tempo de equipamentos fora de serviço
• Aumentar a Produção
• Melhorar a Qualidade dos Produtos Produzidos

A geração é composta por:

Ar comprimido

Compressores + Tratamento de Ar
Havendo uma geração de ar correta, o resultado será um ar seco, limpo e com
pressão estável. Ele estará sendo distribuído pela rede de ar com a pressão adequada e com um custo realmente controlado.

A demanda é composta por:

Distribuição e armazenamento

Distribuição + Armazenamento + Equipamentos de Consumo
O correto gerenciamento da demanda evita perdas e define as aplicações de uma forma sempre apropriada.

A interação correta entre a geração e a demanda e o controle dos componentes de forma individual, mantém de forma elevada o desempenho do Sistema de Ar Comprimido.

Há oportunidades permanentes de melhorar o desempenho do sistema de ar comprimido, devemos estar atentos a elas, pois representam chance de economizar energia.

Custo de um compressor em 10 anos

O ar comprimido não é grátis e não é visto como um custo de produção. A despesa mais importante de um compressor ao longo de 10 anos é a energia elétrica.

Vazamentos

Tudo que é produzido pelos compressores é em função da demanda dos equipamentos mais a soma dos vazamentos distribuídos pela rede de ar e nos equipamentos. Esses vazamentos representam a mais importante fonte de desperdício de energia elétrica na maioria dos sistemas.

Outro efeito colateral dos vazamentos é que provocam queda de pressão e como consequência provocam
ineficiência no funcionamento das máquinas e das ferramentas, prejudicando a produção.

Força os compressores a trabalharem mais e de forma contínua provocando mais desgastes e maiores custos.

Normalmente para compensar perdas no sistema é feito um aumento de pressão no ar comprimido, isso provoca mais vazamentos e mais gasto de energia formando um ciclo de perda constante.

Os vazamentos são encontrados de forma mais comum em:

• Engates
• Encaixe de tubulações
• Reguladores de pressão danificados
• Purgadores
• Válvulas de fechamento que estão abertas ou semi-abertas
• Produtos de baixa qualidade
• Equipamento fora de produção, mas que continuam alimentados pela rede de ar
• Mangueiras com fissuras ou furos
• Válvulas e cilindros com vazamentos devido a desgaste

Pressão do sistema

Pressões mais elevadas que as necessárias afetam as aplicações, potencializam os vazamentos e aumentam
os gastos energéticos. Há um aumento da potência consumida pelo compressor sem aumentar a eficiência
da produção.

Demanda artificial é definida como o excesso de ar requerido pelo sistema em aplicações não controladas, sendo operado em pressões superiores às exigências reais de produção.

Desperdícios

Os desperdícios de energia estão diretamente relacionados com o ar comprimido utilizado em processos de:

• Refrigeração de peças ou resfriamento pessoal
• Expulsão de Peças
• Sopradores
• Limpeza e outros


Essas aplicações, quando utilizadas, consomem energia e são gastos que geralmente não são quantificados e talvez pudessem ser substituídos por processos mais econômicos sob o ponto de vista de economia da energia.

Devemos ter como objetivo reduzir o consumo de ar comprimido sempre que for possível, pois ele irá resultar em economia de energia elétrica.

Poluição sonora

A identificação de vazamentos é para as empresas uma questão econômica.

Sem dúvida está estreitamente relacionada com a eficiência geral do sistema, mas a eliminação dos vazamentos também contribui com uma significativa redução do nível de ruído na área de trabalho e diminui o estresse dos operadores no ambiente de trabalho.

Tudo aquilo que pode ser medido pode ser controlado!

Ver mais artigos
Por Maurício Chaves 21 de janeiro de 2026
Os filtros de manga estão entre as tecnologias mais utilizadas para o controle de partículas e pó em processos industriais. Para que esses sistemas de filtragem industrial operem com eficiência, confiabilidade e estabilidade ao longo do tempo, um componente é essencial: a válvula solenoide de pulso, responsável pela limpeza das mangas filtrantes e pela manutenção do desempenho do sistema. Neste artigo, você vai entender como funciona o filtro de manga, qual é o papel das válvulas solenoide de pulso e por que as válvulas Asco são referência em aplicações de controle de partículas e filtragem industrial. O que é um filtro de manga e para que ele é utilizado O filtro de manga industrial é um equipamento de controle ambiental projetado para reter partículas sólidas suspensas no ar por meio de mangas filtrantes. Ele é amplamente utilizado em diversos segmentos da indústria, como mineração, siderurgia e metalurgia, indústrias cimenteiras, usinas termoelétricas e no processamento de grãos e alimentos. Seu princípio de funcionamento é simples e eficiente. O ar contaminado atravessa as mangas filtrantes, que retêm o pó em sua superfície. Para manter a eficiência da filtragem e evitar o aumento da perda de carga, as mangas passam periodicamente por ciclos de limpeza realizados por pulsos de ar comprimido. Como ocorre a limpeza do filtro de manga Com o tempo, a superfície das mangas filtrantes acumula partículas, reduzindo a eficiência do sistema de filtragem. Para remover esse material sem interromper o processo produtivo, o filtro utiliza jatos curtos e intensos de ar comprimido. Esse processo, conhecido como limpeza por pulso reverso, provoca a expansão momentânea da manga, fazendo com que o pó acumulado se desprenda e seja direcionado ao sistema de coleta. Essa etapa é fundamental para garantir baixa perda de carga, estabilidade operacional e alta eficiência na filtragem industrial ao longo do tempo. Válvula solenoide de pulso como elemento-chave no desempenho do filtro de manga A válvula solenoide de pulso é o componente responsável por controlar a liberação do jato de ar comprimido utilizado na limpeza das mangas filtrantes. Seu desempenho impacta diretamente a eficiência do coletor de pó industrial, o consumo de ar comprimido, a vida útil das mangas e o custo operacional do sistema. Para operar corretamente, essas válvulas precisam apresentar abertura e fechamento extremamente rápidos, garantindo pulsos fortes e precisos. Também devem oferecer elevada resistência à pressão e à temperatura, além de alta confiabilidade, já que os sistemas de filtragem operam de forma contínua e com ciclos repetitivos. A eficiência no uso do ar comprimido é outro fator decisivo, contribuindo para a redução do consumo energético e dos custos operacionais. Válvulas solenoide de pulso Asco: referência em eficiência e confiabilidade para filtros de manga As válvulas solenoide de pulso Asco são reconhecidas no mercado por sua robustez, durabilidade e estabilidade operacional em aplicações industriais severas. Desenvolvidas para suportar ciclos intensos, oferecem resposta extremamente rápida, menor consumo de ar comprimido e longa vida útil, garantindo maior disponibilidade dos sistemas e melhor desempenho no controle de emissões em filtros de manga. A aplicação correta dessas válvulas é determinante para a eficiência da filtragem industrial. Os pulsos de ar precisos asseguram o desprendimento adequado das partículas acumuladas, mantêm a performance do filtro mesmo em operação contínua e contribuem diretamente para a redução do consumo de energia. Além disso, sua resistência a condições severas de pressão e temperatura reduz falhas, prolonga a vida útil das mangas filtrantes e eleva a qualidade do ar tratado. A CBA Automação conta com especialistas em automação de processos de fluidos e está preparada para apoiar a especificação da válvula solenoide de pulso ideal para filtros de manga. Nossa equipe oferece suporte técnico completo, análise detalhada da aplicação e indicação das soluções Asco mais adequadas, garantindo maior eficiência, confiabilidade e desempenho para o seu processo industrial.
LDAR na prática
14 de janeiro de 2026
Vazamento industrial raramente aparece como um “evento”. Ele se comporta mais como um imposto silencioso
7 de janeiro de 2026
Como é possível o Brasil perder empregos na indústria e, ao mesmo tempo, enfrentar a escassez de técnicos qualificados? Esse aparente contrassenso ajuda a explicar um dos maiores riscos ao futuro da indústria brasileira. Enquanto a desindustrialização reduz a participação da indústria no PIB, o parque industrial que permanece ativo convive com um déficit crescente de mão de obra técnica e especializada. Mais do que um problema conjuntural, esse cenário revela um desalinhamento estrutural entre a economia real, o sistema educacional e a aceleração da transformação tecnológica. O impacto é direto sobre a produtividade industrial, os custos operacionais e a competitividade das empresas. Desindustrialização brasileira e perda da base produtiva A desindustrialização brasileira ocorre, em grande parte, de forma precoce. Diferentemente de países desenvolvidos que migraram da manufatura tradicional para serviços de alto valor agregado, como tecnologia, software industrial e inovação, o Brasil aprofundou sua dependência de commodities e de serviços de baixa complexidade. O fechamento de fábricas, a migração da produção industrial para outros países e a perda de competitividade ao longo das últimas décadas eliminaram milhões de postos de trabalho na indústria. Esse movimento reforça a percepção de enfraquecimento do setor industrial e afasta novas gerações das carreiras técnicas e da automação industrial. Cria-se, assim, um ciclo negativo. Menos indústria reduz o interesse pela formação técnica. Menos profissionais técnicos limitam a capacidade de sustentar, modernizar e expandir a base produtiva nacional. O apagão técnico na Indústria 4.0 e na automação industrial Paralelamente, a indústria que permanece ativa, assim como a que começa a surgir, já opera sob os conceitos da Indústria 4.0. Automação industrial, conectividade, integração de sistemas e análise de dados passaram a ser requisitos básicos de competitividade. O chão de fábrica moderno exige profissionais capazes de operar sistemas automatizados, realizar manutenção preditiva, trabalhar com robótica industrial, interpretar dados gerados por sensores e dispositivos IoT e integrar soluções baseadas em Inteligência Artificial. O perfil do operador tradicional dá lugar ao técnico especializado e ao integrador de sistemas. Nesse contexto, torna-se evidente um gargalo na formação profissional. O sistema educacional brasileiro, especialmente o ensino técnico e profissionalizante, encontra dificuldades para acompanhar a velocidade da evolução tecnológica. A desconexão entre currículos e as demandas reais da indústria resulta na dificuldade recorrente de preencher vagas em áreas como automação industrial, eletroeletrônica, mecatrônica, instrumentação e soldagem especializada. O paradoxo é claro. A indústria perde empregos em volume, mas não consegue ocupar as posições que exigem maior qualificação técnica e domínio tecnológico. Impactos do desalinhamento entre indústria, educação e tecnologia O desalinhamento entre estrutura produtiva, educação técnica e avanço tecnológico impõe um custo elevado à competitividade da indústria brasileira. A falta de profissionais qualificados para instalar, operar e manter sistemas de automação limita o retorno sobre investimentos em máquinas, softwares industriais e tecnologias avançadas. Além disso, a escassez de técnicos especializados pressiona salários, aumenta os custos operacionais e obriga as empresas a investir mais em treinamento interno. Esse cenário contribui para o aumento do custo Brasil e reduz o ritmo de investimentos em modernização industrial. Outro efeito relevante é a ampliação da dependência tecnológica. A dificuldade de absorver e desenvolver tecnologia de ponta empurra o país para a condição de importador não apenas de equipamentos, mas também de conhecimento técnico e especialistas, reduzindo a capacidade nacional de gerar inovação industrial. A reindustrialização do conhecimento como estratégia para a indústria Superar esse cenário exige uma estratégia clara de médio e longo prazo baseada na reindustrialização do conhecimento. Instituições como o SENAI e outros centros de ensino técnico e superior precisam atuar de forma integrada com o setor produtivo e entidades industriais, como CNI, FIESP, federações regionais e sindicatos patronais, na construção de currículos alinhados às demandas reais da Indústria 4.0. Além da formação técnica sólida, o desenvolvimento de competências transversais é essencial. Habilidades como adaptação, resolução de problemas, pensamento crítico e trabalho em equipe tornam-se diferenciais em um ambiente industrial cada vez mais automatizado e orientado por dados. Outro ponto central é a valorização da carreira técnica. Na Indústria 4.0, profissionais técnicos altamente especializados são decisivos para a produtividade, a eficiência operacional e a competitividade das empresas. Sem técnicos qualificados, não há automação eficiente nem modernização sustentável. A desindustrialização obriga o país a acelerar. Não apenas para conter a perda da base produtiva, mas para garantir que a mão de obra industrial esteja preparada para operar, integrar e evoluir tecnologias cada vez mais complexas. Investir em capital humano técnico não é apenas uma pauta educacional. É uma decisão estratégica para o desenvolvimento industrial do Brasil. O momento de agir é agora, antes que o apagão técnico se transforme em um verdadeiro blecaute sobre o futuro da indústria e da automação no país.