Dez mandamentos de segurança para uso do ar comprimido

JS

Conheça aqui um guia prático de como usar o ar comprimido com segurança:

1 – Jamais permita que o jato de ar sob pressão incida sobre o seu corpo ou de seu companheiro.

2 – Antes de abrir qualquer válvula de ar comprimido, certifique-se que conexões, mangueiras e abraçadeiras estejam seguramente presas e que não haja risco de serem desconectadas durante a execução do trabalho.

3 – Sempre que ocorrer vazamentos de ar é sinal que algo está errado. Verifique e corrija, eliminando o vazamento.

 ATENÇÃO: se uma mangueira sob pressão se desconectar, afaste-se imediatamente do raio de ação das possíveis chicotadas. Se possível, corte a alimentação de ar deste ponto ou desligue o compressor.

4 – Nunca abra uma válvula ou registro de serviço rapidamente, sempre o faça devagar. Não esqueça que você estará liberando energia.

5 – Nunca utilize ar comprimido para soprar lascas de madeira, cavacos, limalhas, poeiras, partículas, líquidos do chão, máquinas, peças e equipamentos. Caso esta operação seja necessária, utilize equipamentos de segurança adequados a cada situação. Sempre utilize um regulador de pressão e ensaie pressões de trabalho mais baixas (mantendo o nível de satisfação desejado).

6 – Tenha muito cuidado com as pessoas presentes e com as que transitam no local. O ar comprimido pode arremessar todos estes elementos contra as partes frágeis de seu corpo ou de seu companheiro, assim como colocar em suspensão poeiras, partículas e líquidos que inalados poderão causar sérios riscos à saúde.

7 – Nunca utilize o ar comprimido para limpeza de roupas ou limpar pó, sujeira do cabelo ou ainda qualquer parte do corpo. Partículas microscópicas podem penetrar em sua corrente sanguínea, o que pode ser mais grave se você tiver algum machucado.

8 – Utilize o ar comprimido sempre com muito cuidado e o mantenha longe de seus olhos, ouvidos, nariz e boca. Nunca dirija o jato de ar comprimido para si ou para seu companheiro. Lembre-se que o tímpano é uma membrana sensível e poderá se romper facilmente com a força do ar comprimido.

9 – Jamais utilize ar comprimido para respiração sem que esteja tratado com um sistema eficiente de filtros coalescentes, incluindo o filtro de carvão. Em caso de uso de ar comprimido para trabalhos no interior de ambientes confinados, tenha certeza de que o ar seja respirável.

10 – Nunca execute serviços em equipamentos pressurizados (compressores, reservatórios, ferramentas pneumáticas), exemplo: remover um bujão para completar o nível de óleo em um compressor, sem ter a certeza que o mesmo esteja totalmente despressurizado, poderá causar acidente grave ou ate mesmo morte.

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Por Maurício Chaves 21 de janeiro de 2026
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Diferentemente de países desenvolvidos que migraram da manufatura tradicional para serviços de alto valor agregado, como tecnologia, software industrial e inovação, o Brasil aprofundou sua dependência de commodities e de serviços de baixa complexidade. O fechamento de fábricas, a migração da produção industrial para outros países e a perda de competitividade ao longo das últimas décadas eliminaram milhões de postos de trabalho na indústria. Esse movimento reforça a percepção de enfraquecimento do setor industrial e afasta novas gerações das carreiras técnicas e da automação industrial. Cria-se, assim, um ciclo negativo. Menos indústria reduz o interesse pela formação técnica. Menos profissionais técnicos limitam a capacidade de sustentar, modernizar e expandir a base produtiva nacional. O apagão técnico na Indústria 4.0 e na automação industrial Paralelamente, a indústria que permanece ativa, assim como a que começa a surgir, já opera sob os conceitos da Indústria 4.0. Automação industrial, conectividade, integração de sistemas e análise de dados passaram a ser requisitos básicos de competitividade. O chão de fábrica moderno exige profissionais capazes de operar sistemas automatizados, realizar manutenção preditiva, trabalhar com robótica industrial, interpretar dados gerados por sensores e dispositivos IoT e integrar soluções baseadas em Inteligência Artificial. O perfil do operador tradicional dá lugar ao técnico especializado e ao integrador de sistemas. Nesse contexto, torna-se evidente um gargalo na formação profissional. O sistema educacional brasileiro, especialmente o ensino técnico e profissionalizante, encontra dificuldades para acompanhar a velocidade da evolução tecnológica. A desconexão entre currículos e as demandas reais da indústria resulta na dificuldade recorrente de preencher vagas em áreas como automação industrial, eletroeletrônica, mecatrônica, instrumentação e soldagem especializada. O paradoxo é claro. 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